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PRAIA GRANDE – SEM ACESSIBILIDADE

Os moradores de Praia Grande no município de Mangaratiba continuam reclamando da falta de acesso para cadeirantes e idosos à praia local.

Segundo eles, isso aconteceu devido à construção de muros (com labirintos) ao longo da orla.

A Praia Grande tem aproximadamente um km de extensão de praia, água mansa e vegetação nativa. O local, que é cortado pela linha férrea dividindo o litoral da parte urbana, possui em sua maioria residências de veranistas. Praia Grande é bastante atrativa pela beleza, tranquilidade e jeito de interior. Porém, a orla está abandonada pela Prefeitura de Mangaratiba.

Meses atrás eu estive na Associação de Moradores da Vila Balneária Praia Grande, e a Presidente da Associação, Sra. Ana Lúcia, me informou que tinha mantido contatos com a empresa responsável pela construção dos muros, e que o problema deveria ser resolvido após o carnaval. Na ocasião da publicação da matéria sobre o assunto, recebemos um e-mail da referida empresa, que nos informou que o problema estava sendo resolvido junto a Associação de moradores local. Porém, estive lá dias atrás e os moradores continuam reclamando dizendo que até o momento nada foi feito. O jornal chegou a entrar em contato com a Associação de moradores, para saber as razões porque ainda não foi resolvido o problema, mas não teve nenhuma resposta.

Infelizmente, a maioria das praias não tem infraestrutura adequada para pessoas com necessidades especiais ou pessoas idosas. A falta de rampas, passarelas e banheiros adaptados são alguns dos problemas encontrados em diversas praias do Rio e municípios.

O projeto “O PRAIA PARA TODOS” implantado na Barra da Tijuca deveria ser um exemplo a ser seguido por todas as praias dos municípios do Rio. Além de possibilitar o melhor acesso, o projeto viabiliza os portadores de necessidades especiais, em especial os cadeirantes, a exercer o seu direito à cidadania.

A iniciativa tem como objetivo promover mais sociabilidade e despertar a atenção da opinião pública para a falta de estrutura adequada às pessoas com necessidades especiais, além de aumentar a integração destas à natureza e ao esporte. 

São muitas as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com necessidades especiais e pessoas idosas. Além da falta de acesso aos diversos locais públicos, elas também sofrem com a falta de transporte público adequado. Longas filas, muita espera e transportes cada vez mais lotados são parte da rotina desgastante dos passageiros. A maioria do transporte coletivo não está preparada para a inclusão social, embora o correto fosse que todas as frotas estivessem adaptadas para receber portadores de necessidades especiais, com equipamentos necessários para facilitar o acesso. Porém, a realidade mostra que poucos veículos possuem estes equipamentos. Outra ineficiência é a acessibilidade nos pontos de ônibus, além do despreparo dos motoristas para facilitar o ingresso dos usuários.

Sim, nós podemos! Não temos o poder da máquina, mas temos o poder da veiculação. Esta tarefa não é só dos jornais, mas de todos que têm acesso aos veículos de comunicação, tais como: blogs, Facebook, Twitter, entre outros. A publicação da exigência de novas regras de transporte para atender as pessoas com necessidades especiais deveria ser um compromisso do Brasil sobre os Direitos das Pessoas. A regulação da acessibilidade ainda está longe de acontecer. Há a necessidade de atualização das normas de acessibilidade nos transportes no Brasil. Cabe a nós o direito de cobrar para que esta missão seja alcançada.

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