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PRIVATIZAÇÃO DOS PARQUES

Em um evento que aconteceu no Jardim Botânico no Rio, foram discutidas as privatizações dos parques da cidade e municípios do estado, começando pelo Parque do Flamengo.

Se a privatização for para preservar e oferecer segurança nos parques é uma bela iniciativa. Existem belos parques no Rio que deveriam ser mais visitados. Um deles é o Campo de Santana, um lugar lindo, mas não recomendado por ser um local onde acontecem diversos roubos e assaltos. 

Há dois anos, eu e alguns jornalistas e fotógrafos, fazíamos um passeio cultural pelo centro do Rio e fomos assaltos dentro do Campo de Santana por diversos bandidos armados que levaram nossos equipamentos. No dia do assalto, estava acontecendo um grande evento no Campo, mas não serviu para amedrontar os ladrões. Este fato foi notícia por dois ou três dias na rádio Band News. Meses depois da ocorrência, eu voltei ao Campo para ver se tinham feito algo para melhorar a segurança no local, mas nada aconteceu. O que eu presenciei foi um grupo de pessoas consumindo e vendendo drogas.  

Além do abandono, a maioria dos parques e praças do Rio e municípios sofre com a insegurança. Infelizmente, são comuns assalto e consumo de drogas, degradação das árvores e gramado, subutilização dos espaços e acúmulo de sujeira nas praças. Alguns exemplos de locais com belas paisagens e que foram abandonados: 

CAMPO DE SANTANA – Localizado no centro da cidade, um dos parques mais bonito do Rio, com suas famosas cotias, marrecos, pavões e belos lagos. Um local cheio de bandidos e usuários de drogas. Não aconselhável para visitação. 

PARQUE LAGE - Localizado entre as encostas do Morro do Corcovado e a Rua Jardim Botânico, o Parque tem espaço apropriado para piqueniques e brincadeiras ao ar livre. Os jardins em formas geométricas e as pequenas grutas, espalhados pelos 52 hectares de área verde, propõem descobertas e diversão para as crianças. As trilhas levam os visitantes a recantos com vegetação e possibilitam caminhadas ecológicas que incluem um atalho para o Cristo Redentor. Porém, suas estruturas estão bastante danificadas e a água da piscina sem tratamento. 

PARQUE MUNICIPAL FAZENDA DO VIEGAS – Localizado em Senador Camará, bairro da zona oeste, o Parque Municipal Fazenda do Viegas foi por muitos anos uma opção de lazer para quem desejava fazer uma verdadeira viagem histórica e interagir com um rico ecossistema pertencente à Mata Atlântica. Com acervo histórico e cultural do período colonial, a área da Fazenda do Viegas era popularmente conhecida como um lugar ótimo para passear com a família. A sede da fazenda e a capela de Nossa Senhora da Lapa foram erguidas em 1725. O local era um dos estabelecimentos rurais mais importantes da época. No início do século XIX, a Fazenda do Viegas começou a substituir o plantio da cana-de-açúcar pelo de café, sendo uma das precursoras da nova cultura agrícola. Após o declínio da atividade cafeeira no final do século XIX, a região da Fazenda do Viegas teve como contribuição para sua urbanização a construção do ramal ferroviário de Santa Cruz, em 1890, e a implantação da Companhia Progresso Industrial do Brasil, conhecida como Fábrica Bangu, em 1893. Hoje, tombada pelo patrimônio histórico, a Fazenda do Viegas está sucateada. Suas estruturas estão todas quebradas, os móveis coloniais foram todos roubados e não há mais zelo ao local. Uma pena, pois é um lugar rico em vegetação nativa, onde se pode observar o ipê-amarelo, a paineira, bem como palmeiras imperiais nas áreas próximas às edificações. Era um local ótimo para fazer trilhas no parque em meio à fauna local que compreendia espécies como o pica-pau-do-campo, o bem-te-vi e o beija-flor. 

PARQUE MUNICIPAL DE NOVA IGUAÇU – Poderia ser um ótimo local de lazer se não fosse os constantes assaltos e bandidos que circulam e até fizeram residência no local. Na última vez em que estive lá para fotografar, fui aconselhado pelos guardas florestais, para não subir no parque, pois estava muito perigoso.  

Por essas razões, seria muito importante uma privatização para revitalizar os parques e segurar para que as famílias pudessem voltar a visitá-los com mais frequência. Os parques voltariam a ser limpos, seguros e bonitos. A recuperação seria um símbolo para o estado do Rio.

Matéria e fotos: Luiz Martins, jornalista e diretor do Jornal Impacto (www.impactonline.com.br).

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